terça-feira, 24 de setembro de 2013

Água

Depois de alguns tropeços,
Com teus olhos nos meus vieste
De mansinho
Alojar tua Alma à minha.
Como, de mansinho, um turbilhão?
A imprecisão da palavra é pureza...
Não se explica a naturalidade
No gesto da folha
Que cai do galho da árvore
E se condensa
Sobre e entre
As águas do rio...
Arrepio...
Consciente provocação sem dedução.
Insinuo a sedução
Pelas tuas curvas,
Nuances, matizes, perfumes
E seres dentro de ti
Transformados
No que eu vejo.
Sinto o teu deslize.
Aceitaste o meu navegar.
Pedes minha exploração.
Caudalosa,
Afogas-me e socorres-me
Entre as tuas profundezas.
Aceito o teu barro escondido
Tangendo
Minha percepção - são teus
Leves cascalhos
Demonstrando o voo
De quem Vive!

2 comentários:

Leila Silveira disse...

belo.

Kaka Stelê disse...

Oi joão,vi uma postagem da Fernanda falando sobre seu blog e vim conhecer,você escreve muito bem parabéns!

Abraços
Estrela,Flores...Melancia