quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

On Mani Padme Hum*

Das Importâncias e Prioridades -
Que venham os Frutos e bem menos Sírias.
Que venham as Artes e bem menos Injustiças.
Das Importâncias e Prioridades -
Que venham as Crianças e bem menos Egoísmos.
Que venham mais Irmandades e bem menos Oportunismos e Ganâncias.
Das Importâncias e Prioridades -
Que venham mais Entendimentos e bem menos Discórdias.
Que venham mais Liberdades, pelo Fim do Horror nas páginas Sangrentas Que não nos tocamos - Ninguém toca as notícias dos Jornais...
Das Importâncias e Prioridades -
Que venham menos Trumps e Temers e bem mais Homens e Mulheres Do Povo -
Pois Tramposos eliminam cores e diversidades
E Temer Mordomos Vampiros da Democracia, Jamais!
Que esse 2016, que tanta gente vem reclamando que acabe logo, a tanta Gente Ensine Humildade, Paz e Amor.
Que haja menos Preconceito e Falta de Respeito
- Tanto consigo como para com o próximo -
Para, assim,
Haver mais Coragem
De Viver e Deixar Viver,
Deixar Ir, Vir, Fazer e Ser
Conforme a Vontade do Espírito aponta.
São os votos de um poeta que busca, 
Todos os dias, 
O Melhor de Si para 
O Melhor do Mundo
E o Melhor do Mundo 
Para o Melhor de Si.
Força, Calma, Dignidade... Contemplação.

*Da Lama Nasce a Flor-de-Lótus

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Bento Vento

É uma delícia
Receber
A tua voz como
O primeiro presente
Das Raízes do Dia.

És uma Flor
De onde o pólen se desprende
E faz germinar,
Por mistérios da Terra,
Esperança e Fé.

Com gana de desconstrução
E evolução,
Pões o Sol e a Lua na minha cara.

Desperto no mundo que
O Tempo na Realidade brotou Verdades
E venho ao sonho meu - ao lado teu - deitar
O crepúsculo da desconexão
Solenemente.

terça-feira, 11 de março de 2014

As Cinco Questões Básicas para a Sua Sobrevivência

Como?
Quando?
Quem?
Onde?
E, a mais importante e fatal - 
Por que?
Lide com isso diariamente,
Das coisas mais
Simples as mais 
Complexas,
E sera
Bem dificil
Esquecerem você
Num canto do mundo.



domingo, 9 de março de 2014

Velando-te daqui, Amada

Amar.
Porque o 
Amor revela.
Velar o Amor.
Para, ao Amar, 
Revê-la.
Substância Me(n)ta(l)física

Então, ele
Foi-se e martelou
O prego
Onde, enfim,
De tanto voar,
Nalgum metafísico 
Muro azul,
Penduraria
Suas asas
Para, no voo
Mais justo,
Com suas mãos
Me buscar...


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Apocalipse Moral

Não se apaixone.
Não questione.
Apocalipse moral.
Um dia, nem mais 
Essa carne que coça 
E sangra.
Caramujo na goteira de sal.
Fome de formigueiro.
As mãos que eu tenho
Lutam contra minha pele, 
Meus pelos abatidos 
Sendo substituídos.
Unhas de vagabundo 

Trabalhando
Sob o pior sol da estação.
Suor,

Barba,
Lábios secos
No caminho da dignidade
Que a conquista do dia adquire.
No gozo da solidão
E do tempo que não
Acusa espaço,
A paz
- Descarga desumana

Externando a besta 
Através dos seus poros
Grudentos e sujos.
Um homem sonolento

Pelas ruas
Trabalhando o Espírito acima de tudo.
A proteção do solitário
é o contentar-se 
Com o vazio
Das coisas.
O telefone celular 
Já nem lembra 
De ter consigo.

Um diálogo
Com heróis mortos.
Um banho de sal
Para proteger-se da madrugada
E encolher-se
Na concha uterina da Lua.
A estepe 
No corpo 
De lobo
Fere seu uivo.

Canto rouco desabitado.
O seu corpo está louco
Enquanto a Alma grita-lhe:
"Eu comando essa cadeia!
Eu sou a mente dessa existência!"
Seu corpo 
Parece 

Uma espécie em extinção
Entre as chamas.
Seu Espírito

Eleva-se,
Sabendo-se puro 
Contra a combustão.
O triunfo 
Estará
No ofuscante resplendor
Do horizonte.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Adeus, Canção da Dó

Saudade 
Vem de mansinho
Na imensidão de estar só.
Pensar
Atravessa espinhos 
No ser sapiente de ir
Em direção ao pó.
Sentir
Reduz o momento
A uma eternidade
Simbolizada sem nó.
Paz
Desliza nos corpos
Que não dançam mais
A canção da dó.