domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sutileza

Eu espero, com calma
arranjada de minhas entranhas,
um raiar de conquista
de meu ser
em que meu cérebro não seja
deletério
para os pequenos necessários
passos.
Eu aguardo,
com um fio condutor de luz trêmula
nos meus olhos feridos
pela ausência de uma flor
que, ao longe,
espetava e,
de perto,
não mais perfumava
por uma explosão
no céu de minhas têmporas.
Meu coração e meu corpo
precisam,
imploram,
porque meu crânio falha
e parece não me pertencer,
por um descanso, um dia de leveza.
Meu alívio está na vontade
que retornará minha,
igual para meu ser
igualmente benevolente.
Os remédios,
pele de minha pele,
no aço e no osso que envolve meu cérebro,
doces,
me suavizarão.
O corpo dela é branco.
Linda, me pôs em dia de esperança
e eu, por uma dissonância ácida de um ontem,
anoiteci
lhe dando a lua.
Seus dedos
eram, no riacho de suas curvas,
semi-deuses orando
por minha boca feroz
em seus mamilos,
em sua montanha sorridente.
Eu procurei a diversão que ela atingiu.
E quero encontrar!
É só uma pitada de leveza para voar no céu...

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