Sinto que escancarei de vez as portas do meu coração para o nosso Amor, dando-me a chance do instinto primal da Liberdade!
A saudade agora me angustia docemente...
Eu preciso da inocência das crianças, não da ingenuidade dos cegos e automutilados!
A velha tontura torturando o brilho autômato...
Transpiro insegurança no palavrório gaguejante, e tu, mesmo não vendo meus olhos, sabes que direciono para um baixo ponto fixo na minha memória.
Meu desejo pelo sorriso que és capaz de ter para com a vida, faz-me alongar o tempo inútil...
De fantasias desfeitas alimento esperanças.
Recolho-me nesse ferver das histórias fazendo comunhão dilacerante em minha carne faminta desde o primeiro som do dia.
A fuga de alguns insetos me produz um senso peculiar do que minhas desastrosas profecias lunares têm por fuga o respirar concedido pela racionalização do querer bem, e então eu te amo em todo o abandono das necessidades egocêntricas.
Sou um laboratório animado e sem experiência no que dizem eles ser a felicidade.
No entanto, a riqueza está é no despojamento empírico do meu movimento brutal e das minhas batalhas aportadas e naufragadas produzindo meu sorriso e alguns sentidos que não saberei, mas acolhidos em si.
Há um lamento sutil no meu silêncio.
Há um tanto de empáfia na erudição estreita da expressão "laico".
Por favor, meu chapa, explica isso aos doutores!
Ah, como é bom ver esse riso irônico na banguelice sincera do povo!
Para egoístas e senhores, dedico última linha em desapego.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Clichê
As pessoas têm pena de mim quando desempenho de maneira tão prazerosa o trabalho que elas mesmas admiram.
Mal sabem que a liberdade das minhas palavras - ditas, faladas e escritas - é a força necessária para romperem suas correntes.
Parabéns pelo objeto?
Ou o subjetivismo as pegou?
Irrompo medo e raiva conquistando os sorrisos distintamente.
Recuo, criticado pela infeliz inveja.
No conflito do silêncio voltado para dentro do silêncio, quebro-as ao meio tocando seus finais, e eu construo a primeira linha.
Vibro por descobrir que não quero a aprovação de todos.
Sou surpreendido pelos que subjugara.
Enrouqueço de paixão.
Provoco amorosamente náuseas e distúrbios do ar me sufocam.
Bebo a água elaborada e discurso.
Estranham e riem do meu trabalho.
Eu sinto os pés na cidade natal e sorrio de minhas palhaçadas filosóficas desenhando interrogações e admiração em seus semblantes que respondem com um silêncio curioso para nunca mais voltarem ou com uma empolgação inexplicável que os fazem retornar para sentirem, na sua hora, o que lhes for dado de dentro de suas percepções.
Mal sabem que a liberdade das minhas palavras - ditas, faladas e escritas - é a força necessária para romperem suas correntes.
Parabéns pelo objeto?
Ou o subjetivismo as pegou?
Irrompo medo e raiva conquistando os sorrisos distintamente.
Recuo, criticado pela infeliz inveja.
No conflito do silêncio voltado para dentro do silêncio, quebro-as ao meio tocando seus finais, e eu construo a primeira linha.
Vibro por descobrir que não quero a aprovação de todos.
Sou surpreendido pelos que subjugara.
Enrouqueço de paixão.
Provoco amorosamente náuseas e distúrbios do ar me sufocam.
Bebo a água elaborada e discurso.
Estranham e riem do meu trabalho.
Eu sinto os pés na cidade natal e sorrio de minhas palhaçadas filosóficas desenhando interrogações e admiração em seus semblantes que respondem com um silêncio curioso para nunca mais voltarem ou com uma empolgação inexplicável que os fazem retornar para sentirem, na sua hora, o que lhes for dado de dentro de suas percepções.
Na praça, na casa
Minha mente subverte realidades usufruindo de velhas pseudocatástrofes.
Meu corpo navega pelos sonhos suspensos nas paredes da tua casa imaginária.
Meu coração infla-se, sufoca-me de paixão e eu cumpro meu trabalho amoroso mais precioso unindo-me em Artes e faço-me essencial para tua paz.
Gasto-me em tempos modernos para atravessar a lógica e atingir algo ainda sem nome.
Vasculho, nas feridas profundas das gentes com interrogação e receio nos gestos, o que com palavras, lhes questiono-me.
Saboreio momentos efêmeros.
Sinto o Tempo estagnado.
Ajo percebendo a mecanicidade objetiva necessária para, subjetivamente, mover-me-nos.
Estrangulo ideais para aprender sobre a vida, e isso não é sacrifício.
Toda flor, toda flor suscitando!
Toda dor, toda dor se calando!
Todo Amor, todo Amor nos Amando!
Meu corpo navega pelos sonhos suspensos nas paredes da tua casa imaginária.
Meu coração infla-se, sufoca-me de paixão e eu cumpro meu trabalho amoroso mais precioso unindo-me em Artes e faço-me essencial para tua paz.
Gasto-me em tempos modernos para atravessar a lógica e atingir algo ainda sem nome.
Vasculho, nas feridas profundas das gentes com interrogação e receio nos gestos, o que com palavras, lhes questiono-me.
Saboreio momentos efêmeros.
Sinto o Tempo estagnado.
Ajo percebendo a mecanicidade objetiva necessária para, subjetivamente, mover-me-nos.
Estrangulo ideais para aprender sobre a vida, e isso não é sacrifício.
Toda flor, toda flor suscitando!
Toda dor, toda dor se calando!
Todo Amor, todo Amor nos Amando!
Ecos
O que realmente será esse pensamento?
Raciocínio?
Sentimento?
Dúvida?
Holocausto?
Trabalho?
Há uma cidade dramática circulando por minhas vias.
Respiração de prazer assíduo moldando-me da prostração gradeada - rompida pelos fenômenos das surpresas - ao livre acesso das palavras e do silêncio dizendo-me profunda e calmamente: respira, entende, cresce, não vigia, compartilha, arrepia, chora, une!
Vejo no olhar lascivo a imensidão de dentro provinda.
Há um eco chamando-te no espelho.
Um rosto formoso entristecido pela própria beleza.
Muda, não cala.
Despeja teu silêncio gritante renovado num sorriso.
Atraio-te sem enganos, sem desordem.
Ligo-me à ciência e sinto um sussurro de coragem que nos leva... sempre!
Raciocínio?
Sentimento?
Dúvida?
Holocausto?
Trabalho?
Há uma cidade dramática circulando por minhas vias.
Respiração de prazer assíduo moldando-me da prostração gradeada - rompida pelos fenômenos das surpresas - ao livre acesso das palavras e do silêncio dizendo-me profunda e calmamente: respira, entende, cresce, não vigia, compartilha, arrepia, chora, une!
Vejo no olhar lascivo a imensidão de dentro provinda.
Há um eco chamando-te no espelho.
Um rosto formoso entristecido pela própria beleza.
Muda, não cala.
Despeja teu silêncio gritante renovado num sorriso.
Atraio-te sem enganos, sem desordem.
Ligo-me à ciência e sinto um sussurro de coragem que nos leva... sempre!
Raciocínio sentimental
Tu és o anjo a cuidar de meu coração.
Eu sou teu homem dedicando-te proteção.
Deixo-me aprender-te.
Inflo-te de dúvidas.
Ajo - sensato buscar.
Penso - incoerente inércia.
Concentro meu frágil raciocínio numa tempestade sentimental e vejo a força da natureza no céu aberto em minha alma.
Abraço o mundo e, vagando pelos porões de naus desumanas, encontro no mar desgovernado e sem brilho, escravos impessoais ojerizando a própria fraqueza.
Não me abato.
Observo.
Às vezes, choro pela sua incapacidade de estender a mão.
Me pergunto: sou eu daqui?
Relembro dos meus sonhos.
O Amor é o sonho vivido.
A Arte, o conquistado.
O Amor-próprio é o sonho aprendido.
A Liberdade, o mais valorizado.
Eu sou teu homem dedicando-te proteção.
Deixo-me aprender-te.
Inflo-te de dúvidas.
Ajo - sensato buscar.
Penso - incoerente inércia.
Concentro meu frágil raciocínio numa tempestade sentimental e vejo a força da natureza no céu aberto em minha alma.
Abraço o mundo e, vagando pelos porões de naus desumanas, encontro no mar desgovernado e sem brilho, escravos impessoais ojerizando a própria fraqueza.
Não me abato.
Observo.
Às vezes, choro pela sua incapacidade de estender a mão.
Me pergunto: sou eu daqui?
Relembro dos meus sonhos.
O Amor é o sonho vivido.
A Arte, o conquistado.
O Amor-próprio é o sonho aprendido.
A Liberdade, o mais valorizado.
Paranóias e pilhérias de um palhaço poeta
Às vezes - e eu não sei por quê, não há indício de compreensão - eu ajo ou faço perguntas sobre as quais eu sei as respostas, mas me parece ser necessário que outra pessoa confirme uma idéia, já óbvia na minha cabeça.
No entanto, acabo soando - para mim e para ela - idiota, confuso ou louco.
As situações que meto-me devido a isso, acabam me consrtangendo e às pessoas também.
Cria-se dúvidas, angústias desnecessárias, descréditos e falências.
Toda a facilidade que tenho (tenho?) para conquistar uma mulher, por exemplo, no instante em que a percebo minha, dou um jeito de lhe desiludir com um ser que surge de mim para arrasar com qualquer motivação antes sóbria e intensa, o que gera um prazer imenso na dor que, pouco depois, me assola.
Por momentos, se eu não pensasse tanto em muitas coisas ao mesmo tempo, mas raciocinasse só a respeito daquela que poderia me diminuir caso eu a deixasse pairando na nebulosa com outros pensamentos mais, eu me sairia melhor e tornaria tudo mais simples.
Minha memória não deixou-me a aptidão do lógico e rápido raciocínio.
Tenho um histórico de "cabeça no mundo da lua", "desligado", "aquele que não se incomoda com nada, tudo está sempre bem pra ele", o que prova que há muita gente que tem uma idéia errada de mim, mas por longo tempo, eu gostei desse erro, pois me era cômodo não entrar em discussões, o que me rendeu muitos sapos engolidos a cultivar medos num crescente obscuro e paradoxal.
As mesmas pessoas que me rotulavam achando que dessas piadas um palhaço eterno lhes traria humor, escárnio e, por fim, pena, têm medo desse poeta enriquecido pelos trabalhos no circo esvaziado pelo tempo e pela furiosa cara desse homem das letras, após desfazer maquiagem com o suor e a lágrima natural.
Fugiram todos, sem sacrifício, guardando na memória uma idéia envelhecida.
Não puderam ver mudança no riso falso por um alimento viciado.
Não quiseram ver mudança na seriedade intrínseca de um sorriso com sorriso conquistado.
Ex-palhaço achando graça da arquibancada vazia.
Poeta reumanizado de mãos dadas com o povo a aplaudir sua galhardia.
No entanto, acabo soando - para mim e para ela - idiota, confuso ou louco.
As situações que meto-me devido a isso, acabam me consrtangendo e às pessoas também.
Cria-se dúvidas, angústias desnecessárias, descréditos e falências.
Toda a facilidade que tenho (tenho?) para conquistar uma mulher, por exemplo, no instante em que a percebo minha, dou um jeito de lhe desiludir com um ser que surge de mim para arrasar com qualquer motivação antes sóbria e intensa, o que gera um prazer imenso na dor que, pouco depois, me assola.
Por momentos, se eu não pensasse tanto em muitas coisas ao mesmo tempo, mas raciocinasse só a respeito daquela que poderia me diminuir caso eu a deixasse pairando na nebulosa com outros pensamentos mais, eu me sairia melhor e tornaria tudo mais simples.
Minha memória não deixou-me a aptidão do lógico e rápido raciocínio.
Tenho um histórico de "cabeça no mundo da lua", "desligado", "aquele que não se incomoda com nada, tudo está sempre bem pra ele", o que prova que há muita gente que tem uma idéia errada de mim, mas por longo tempo, eu gostei desse erro, pois me era cômodo não entrar em discussões, o que me rendeu muitos sapos engolidos a cultivar medos num crescente obscuro e paradoxal.
As mesmas pessoas que me rotulavam achando que dessas piadas um palhaço eterno lhes traria humor, escárnio e, por fim, pena, têm medo desse poeta enriquecido pelos trabalhos no circo esvaziado pelo tempo e pela furiosa cara desse homem das letras, após desfazer maquiagem com o suor e a lágrima natural.
Fugiram todos, sem sacrifício, guardando na memória uma idéia envelhecida.
Não puderam ver mudança no riso falso por um alimento viciado.
Não quiseram ver mudança na seriedade intrínseca de um sorriso com sorriso conquistado.
Ex-palhaço achando graça da arquibancada vazia.
Poeta reumanizado de mãos dadas com o povo a aplaudir sua galhardia.
Mel
A poesia em emus braços regozija-se nas mãos de sucos indispensáveis a essa sede infinita pelo amor teu!
Tu não és a razão do meu viver, mas um dos motivos por que encontro razão no meu sentir!
Provoco a minha calma no silencioso silenciar que me ensinas.
Descubro - através da vida - novas formas de existir e, cândico, coexisto.
Minimizo demônios.
Incendeio infernos marmóreos.
Percebo um renascer através de um tropeço em que, caído, soprei a poeirenta mão da Morte e ela morreu.
Reerguido de estrada enevoada, desvio-me ao rumo em que uma Vida me aguardava para, após os primeiros passos, tu, por mim, seres abraçada.
Na força incontida do gesticular essencial de meu coração, cubro de lágrimas teu corpo que recebe minha alma e chora o sorriso nosso.
Egoísta elucidado, faço das preconizações mesquinhas e arrogantes de outrora, escárnio.
Com as civilizações em meu sangue e com as terras primais em teus póros, encontro-me na fusão inexplicável entre a cegueira amorosa e a percepção do amor.
Transgrido minha pior natureza não calando minha revolução maior ao envolver-te o rosto com meu toque de veludo e surpreender-te com meus mareados olhos declarados.
Expresso toda minha verdade e, terna e lascivamente, inspiro a fertilidade no teu coração!
Tu não és a razão do meu viver, mas um dos motivos por que encontro razão no meu sentir!
Provoco a minha calma no silencioso silenciar que me ensinas.
Descubro - através da vida - novas formas de existir e, cândico, coexisto.
Minimizo demônios.
Incendeio infernos marmóreos.
Percebo um renascer através de um tropeço em que, caído, soprei a poeirenta mão da Morte e ela morreu.
Reerguido de estrada enevoada, desvio-me ao rumo em que uma Vida me aguardava para, após os primeiros passos, tu, por mim, seres abraçada.
Na força incontida do gesticular essencial de meu coração, cubro de lágrimas teu corpo que recebe minha alma e chora o sorriso nosso.
Egoísta elucidado, faço das preconizações mesquinhas e arrogantes de outrora, escárnio.
Com as civilizações em meu sangue e com as terras primais em teus póros, encontro-me na fusão inexplicável entre a cegueira amorosa e a percepção do amor.
Transgrido minha pior natureza não calando minha revolução maior ao envolver-te o rosto com meu toque de veludo e surpreender-te com meus mareados olhos declarados.
Expresso toda minha verdade e, terna e lascivamente, inspiro a fertilidade no teu coração!
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